FAMÍLIAS EVANGÉLICAS E ASPIRAÇÕES ESCOLARES EM PERIFERIAS URBANAS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13938Palavras-chave:
educação, classe social, religião evangélica, desigualdade socialResumo
O artigo tem como objetivo analisar se e como a religiosidade evangélica influencia a relação de famílias de classes populares com a educação escolar. Foi feita uma pesquisa qualitativa de caráter etnográfico em um bairro da periferia de São Paulo, incluindo a frequência a rituais e entrevistas semiestruturadas em profundidade com famílias pertencentes a diferentes frações de classe e vertententes evangélicas. Conclui-se que a religiosidade oferece suporte simbólico e material às famílias, legitimando seus esforços de autorregulação e controle moral, mas sua influência nas aspirações escolares e nas práticas visando assegurá-las varia conforme a posição dessas famílias. A influência da religião na construção de aspirações mais ambiciosas e de práticas mais eficazes depende de condições que apenas as frações mais altas conseguem garantir. Nas frações sociais mais baixas, as famílias não possuem força para fazer frente às circunstâncias vulneráveis em que vivem e no máximo buscam a regulação da própria mãe e da figura masculina. As igrejas que as famílias investigadas frequentam atendem um público com demandas parecidas as suas, o que, para as frações mais altas corrobora para manterem esforços e aspirações escolares mais longevas, como o ensino superior, enquanto as frações mais baixas não asseguram sequer a conclusão da escolarização obrigatória, com pares religiosos também com baixa escolaridade.
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