DO CINEMA À LINGUÍSTICA: REFLEXÕES SOBRE "A CHEGADA" E A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13405Keywords:
A Chegada, Libras, Linguística Aplicada, SimultaneidadeResumen
O artigo analisa o filme A Chegada (2016) a partir de uma perspectiva linguística, relacionando a língua fictícia dos Heptapodes às línguas de sinais humanas, especialmente a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O objetivo é identificar convergências e contrastes entre a ficção científica e realidades linguísticas viso-espaciais. Como metodologia, o estudo
combina a análise das ações da protagonista Louise Banks — sob o viés da Linguística Aplicada, com foco em documentação, tradução e aquisição de segunda língua — e a descrição das propriedades gramaticais da Libras, como simultaneidade, uso espacial e expressões não manuais. Os resultados indicam que, embora ambas as línguas compartilhem
características visuais e simultâneas, a Libras não altera a percepção temporal de seus falantes, enquanto o idioma alienígena, inspirado na hipótese forte de Sapir-Whorf, redefine a experiência do tempo de quem o adquire. Conclui-se que A Chegada (2016) articula ficção e
ciência de modo coerente, valorizando o estudo das línguas de sinais e reforçando a relação entre linguagem, cognição e percepção de mundo.
Downloads
Postado
Cómo citar
Serie
Derechos de autor 2026 Emmanuel da Cunha Nogueira Nogueira, Isabela Carvalho Leite

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Plaudit
Declaración de datos
-
Los datos de investigación están incluidos en el propio manuscrito


