Por uma Abordagem Decolonial das Teorias da Prática: crítica à ontologia plana e às ausências onto-epistêmicas
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13299Palavras-chave:
prática social, colonização, ontologias, estudos críticos, decolonizaçãoResumo
Neste ensaio, proponho uma abordagem decolonial às Teorias da Prática ao destacar os pontos cegos epistemológicos e ontológicos das perspectivas dominantes anglo-eurocêntricas. Embora as Teorias da Prática atuais tenham contribuído para desmantelar dualismos e repensar a agência, frequentemente negligenciam as histórias coloniais, assimetrias de poder e dinâmicas interseccionais pelas quais as práticas sociais emergem e se sustentam. Explorar as limitações analíticas da ontologia plana revela como a suposição de simetria ontológica pode obscurecer as condições históricas e geopolíticas de produção de conhecimento. Em vez de rejeitar as Teorias da Prática, este ensaio as reposiciona dentro de um horizonte decolonial mais amplo ao sugerir inspiração nos conceitos de ontologias de fronteira e insurgentes. Essa orientação onto-epistêmica permite que estudiosos interroguem não apenas como as práticas se desenrolam, mas também quem está autorizado a praticar, sob quais condições e com quais consequências. Concluo com um conjunto de perguntas orientadoras para apoiar pesquisas empíricas que abracem a historicidade, as relações de poder, o conflito e a diversidade epistêmica.
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