DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251102
Diálogos interartísticos e as marcas do surrealismo nos livros nacionais de literatura contemporânea para crianças e jovens
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251102Palavras-chave:
literatura comparada, diálogos interartísticos, literatura infantil/juvenil brasileira, surrealismoResumo
Este artigo propõe uma análise comparativa dos diálogos interartísticos em obras selecionadas de literatura para crianças e jovens onde se contatam a presença de elementos do surrealismo. Pretende-se instaurar reflexões sobre os diálogos entre palavras e imagens que estruturam as obras Tempo de voo (2016), de Bartolomeu de Campos Queirós e ilustrações de Alfonso Ruano; Lá dentro tem coisa (2019), de Adriana Falcão e Lole; e As coisas de que não me lembro, sou (2022), ilustrado por Raquel Matsushita, escrito por Jacques Fux. Os três livros apresentam narrativas que constroem experiências literárias que rejeitam o realismo linear em favor de prosa poética espontânea, de fluxo de pensamentos, escrita automática e de movimentos oníricos, que levaram seus ilustradores a produzirem narrativas visuais surreais com referências diretas a pintores do movimento. A análise, desenvolvida a partir da escolha de duas ilustrações representativas em cada livro, busca demonstrar como esses livros operam dentro de uma lógica surrealista reformulada, apropriada ao público jovem, e como a articulação entre texto e imagem potencializa a experiência estética, filosófica e simbólica da leitura.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2025 Flávia Maria Reis de Macedo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


