A MULHER NO MICROTRABALHO: ENTRE O TRABALHO PRODUTIVO E REPRODUTIVO OU A MANUTENÇÃO DO LUGAR SOCIAL FEMININO SOB O CAPITAL?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13144Palavras-chave:
Divisão sexual do trabalho, Trabalho produtivo e reprodutivo, Lugar social feminino, Plataformização do trabalho, MicrotrabalhoResumo
O objetivo deste artigo é discutir sobre a atuação das mulheres brasileiras nas plataformas de microtrabalho, buscando compreender a possível influência dos trabalhos reprodutivos na adesão das trabalhadoras ao microtrabalho. Para tanto, realizamos um estudo teórico-empírico a partir de três plataformas de microtrabalho: Appen, Telus e Ganhar nas redes. Na parte empírica deste estudo, realizamos uma pesquisa exploratória de cunho qualitativo por meio da observação participante de 7 grupos de trabalhadores em diferentes redes sociais, entrevistas em profundidade com 7 trabalhadores (5 mulheres e 2 homens) das 3 plataformas digitais e acompanhamento dos sites das empresas. Concluímos que as mulheres brasileiras, que tivemos contato até o momento, não adentram às plataformas de microtrabalho devido aos trabalhos reprodutivos, mas, por causa das condições de vida propostas pelo país, desemprego e baixas remunerações trabalhistas. Apesar disso, percebemos que o microtrabalho e o trabalho reprodutivo se relacionam na vivência feminina, fazendo com que as mulheres executem mais trabalhos domésticos em suas casas. Dessa forma, começamos a compreender que as plataformas de microtrabalho poderiam ser uma forma do capital manter as mulheres em um lugar social feminino.
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