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Entre telas e grades curriculares: a política dos materiais digitais na rede paulista (2023–2025)

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12978

Palavras-chave:

currículo, materiais digitais, autonomia docente, políticas educacionais

Resumo

O artigo analisa o processo de centralização e padronização dos materiais digitais na rede estadual paulista entre 2023 e 2025, com ênfase na gestão de Renato Feder e nos impactos sobre a autonomia docente, a diversidade curricular e a qualidade da experiência pedagógica. A partir da vivência direta do autor na elaboração e revisão de aulas digitais, o estudo descreve os fluxos de produção, as diretrizes editoriais e as referências bibliográficas adotadas, evidenciando como a lógica gerencial e o uso de métricas de desempenho reconfiguram o papel do professor. Apoiado em autores como Walter Benjamin, Pierre Bourdieu, Theodor Adorno e Max Horkheimer, o texto argumenta que a plataformização do currículo e a priorização de indicadores quantitativos promovem o empobrecimento da Erfahrung e a perda da “aura” da relação pedagógica. Além disso, o artigo relaciona esses processos ao adoecimento docente e à precarização das condições de trabalho em São Paulo, sugerindo que a restauração da autoridade legítima do professor requer políticas que valorizem a pluralidade curricular, a mediação intelectual e a experiência viva em sala de aula.

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Postado

14/08/2025

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Como Citar

Entre telas e grades curriculares: a política dos materiais digitais na rede paulista (2023–2025). (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12978

Série

Educação em Revista

Plaudit

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