Estratificação das áreas de risco de transmissão da dengue e suas características espaço-temporais na cidade de Jaén, Peru, entre 2000 e 2022
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12820Palavras-chave:
Dengue, Clima, Aedes aegypti, Análise Espacial, riscosResumo
A dengue é a principal arbovirose nas Américas, com o Peru entre os países mais afetados na última década. Este estudo observacional, ecológico e retrospectivo teve como objetivo identificar padrões temporais e estratificar áreas de risco de transmissão na cidade de Jaén, responsável por mais de 80% dos casos no departamento de Cajamarca. Utilizaram-se dados de casos entre 2000 e 2022 e informações clínicas georreferenciadas de 2019 a 2022. Foram registrados 4.540 casos no período recente, com aumento expressivo a partir de 2021. Observou-se predominância de mulheres, adultos e casos sem sinais de alarme. Verificou-se que o sorotipo DENV-2 foi o predominante no período analisado. Os sintomas mais comuns foram febre, mialgia, cefaleia, artralgia, dor retroocular, lombalgia e exantema. A análise espaço-temporal revelou concentração de casos no centro urbano (59,87%) e periodicidade de surtos a cada 3–4 anos, encurtada com a introdução de novos sorotipos em condições climáticas favoráveis. Houve associação entre a incidência e altos índices de precipitação e umidade, especialmente nos primeiros seis meses do ano. A estratificação espacial em três níveis permite orientar ações de controle mais precisas no tempo e no espaço. Palavras-chave: Dengue, Clima, Aedes, estratificação de risco.
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