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EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA COMO PRÁTICA DECOLONIAL: TENSÕES E POTENCIALIDADES DE UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12739

Palavras-chave:

educação antirracista, Decolonialidade, Currículo, prática pedagógica

Resumo

Este artigo analisa as tensões e limites da implementação da Lei nº 10.639/03 no currículo brasileiro, com foco na articulação entre os marcos legais, o currículo escolar e as práticas pedagógicas voltadas para a educação antirracista. Justificamos sua pertinência pela persistência de silenciamentos e pela superficialidade com que as relações étnico-raciais ainda são abordadas na escola, mesmo duas décadas após a promulgação da lei. A pesquisa parte da perspectiva da decolonialidade para compreender o currículo como um dispositivo de saber-poder, que regula os conhecimentos legitimados e perpetua desigualdades raciais quando não confrontado em suas bases epistemológicas. O estudo organiza-se em quatro partes: a primeira discute a Lei nº 10.639/03 e a BNCC como acontecimentos discursivos; a segunda explora o currículo enquanto tecnologia de poder, à luz da colonialidade do saber e do epistemicídio; a terceira analisa a aula sobre o conto Pai contra Mãe, de Machado de Assis, ofertada pela Secretaria de Educação de São Paulo, evidenciando a chamada “ilusão de inclusão” no tratamento da diversidade. Por fim, propõe-se um conjunto de práticas pedagógicas decoloniais que concebem o material didático como espaço de disputa política e possibilidade de insurgência.

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Biografia do Autor

Jessica Chagas de Almeida, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Doutora e Mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (UNESP - FCLAr), na linha de pesquisa em Ensino/Aprendizagem de línguas. Licenciada e Bacharela pela mesma instituição em Letras (Português/Inglês/Espanhol). Foi revisora e tradutora (português-inglês) da Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNESP - FCLAr, Caderno de Campo: Revista de Ciências Sociais. Foi também professora de língua inglesa e professora de português como língua estrangeira no Projeto Universitá-rio Laboratório de Línguas (LabLin), voltado à Extensão e vinculado ao Programa Idiomas Sem Fronteiras (ISF), na Faculdade de Agronomia da UNESP/Botucatu. Atuou como colaboradora em disciplinas de língua inglesa na pós-graduação da Faculdade de Medicina da UNESP/Botucatu. Atuou como professora de língua portuguesa na cidade de Camagüey, para o programa Mais Médicos em 2013. Atualmente, trabalha como professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa para a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP), nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Seu foco de pesquisa tem sido a educação antirracista e práticas decoloniais no ensino e aprendizagem de línguas maternas e estrangeiras.

Postado

05/08/2025

Como Citar

EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA COMO PRÁTICA DECOLONIAL: TENSÕES E POTENCIALIDADES DE UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12739

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito