Da Regionalização Territorial às Redes Temáticas: quais as repercussões para a responsabilidade sanitária e o modelo de regionalização da atenção no SUS?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12270Palavras-chave:
Regionalização, Desenho territorial, Redes de Atenção, HospitaisResumo
O objetivo do estudo foi analisar do ponto de vista normativo o processo de regionalização no sistema de saúde brasileiro. Trata-se de um estudo documental que reuniu cinco normativas legais e 10 infralegais, estruturantes do SUS, de 1988 a 2023. Como documentos complementares, foram analisadas as Políticas Nacionais de Atenção Básica (PNAB), Especializada (PNAE) e Hospitalar (PNHOSP). Buscou-se extrair as seguintes informações: ano, normativa, tipo de normativa, conceito de rede, desenho territorial e organização territorial, sendo possível identificar três fases no processo de regionalização: A primeira fase é marcada pelo conceito de regionalização enquanto preceito constitucional e organizativo do SUS; a segunda fase é de transição, de não espelhamento entre as normativas legais e infralegais do SUS e mudanças no conceito de regionalização territorial para redes temáticas; a terceira fase é a consolidação das normas infralegais do SUS e da instrumentalização da Regionalização, onde o Planejamento Regional Integrado (PRI) passa a ser um método de planejamento. Como resultado, há um vazio legal e conceitual no SUS pela fragmentação do território em redes temáticas; pela não compreensão da responsabilidade sanitária dos hospitais; pela separação entre desenho regional e planejamento em saúde e pelo aumento expressivo do número de instrumentos de planejamento no SUS. Conclui-se que não há espelhamento entre as normativas legais e infralegais na concepção de regionalização e recomenda-se um novo marco legal no SUS, no qual as áreas territoriais e as redes temáticas sejam reorganizadas à luz do conceito constitucional e dos preceitos territoriais do Relatório Dawson.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2025 Lilian Welz, Fernanda de Freitas Mendonça, Adelyne Maria Mendes Pereira, Maria Lúcia Frizon Rizzotto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


