Avaliação de Acuidade Visual pelo Programa Saúde na Escola: Impactos e Proposições para Aprimoramento.
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11742Palavras-chave:
Programas de Rastreamento, Programas de Rastreamento, Acuidade Visual, Acuidade Visual, Promoção da Saúde na Escola, Promoção da Saúde na EscolaResumo
Introdução: Erros refrativos são muito comuns na infância e frequentemente tardam a serem detectados e tratados, prejudicando a saúde e o desenvolvimento escolar. A Avaliação da Acuidade Visual do Programa de Saúde na Escola (AAV-PSE) visa realizar uma triagem oftalmológica e alertar seus pais para a necessidade de investigação adicional. O projeto Porto Olhar Alegre (PPOA) fornece óculos gratuitamente a crianças e adolescentes da cidade de Porto Alegre. Objetivo: Verificar a prevalência de alterações visuais em estudantes do ensino fundamental de uma escola pública através da AAV-PSE de uma Unidade de Saúde (US) e o desdobramento da ação (encaminhamento à consulta oftalmológica e ao PPOA). Métodos: Estudo observacional descritivo com 135 alunos de 1º e 3º anos escolares, em Porto Alegre, em 2022 e 2023. Adicionalmente, 42 alunos de outros anos foram triados seletivamente por indicação dos professores em 2023. Foram revisados os encaminhamentos à oftalmologia e ao PPOA de alunos com alterações na AAV-PSE através do Sistema de Gerenciamento de Consultas do SUS, bem como por dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Resultados: Foram detectadas alterações visuais em 49 estudantes (36,2%) de 1º e 3º ano. Destes, inicialmente 19 crianças (38,78%) foram encaminhados para avaliação com Oftalmologista pelo SUS, porém, após busca ativa pelas US, no total 32 (65,3%) receberam o encaminhamento, sendo que 24 (48,9% dos alunos com alterações) tiveram sua consulta confirmada. Adicionalmente, 6 alunos (12,2%) consultaram no setor privado. Adquiriram o óculos pelo PPOA 4 crianças (10,5%). Em relação aos alunos de outros anos, 21 (50%) tiveram alteração na AAV-PSE, 8 foram encaminhados ao oftalmologista via SUS, 4 consultaram e 2 adquiriram óculos pelo PPOA. Conclusões: A triagem visual da AAV-PSE detectou elevado número de crianças com alterações visuais não tratadas, reforçando a importância desta ação pelas unidades de saúde, em especial em contextos de maior vulnerabilidade. Avaliar adicionalmente e seletivamente alunos de outros anos escolares indicados pelos professores ampliou a detecção. A busca ativa das crianças com alterações reforçou aos pais a indicação de procurarem por encaminhamentos à Oftalmologia, refletindo em aumento da procura pelo serviço. O esforço conjunto da escola e US em divulgar a gratuidade de óculos pelo PPOA necessita ser reforçada. Fortalecimento de políticas de saúde ocular, como sistemas de monitoramento e facilitação ao acesso às consultas especializadas e ao PPOA, poderiam ser desenvolvidos pela SMS através de uma linha de cuidado à saúde ocular escolar.
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Copyright (c) 2025 Rafaela Brugalli Zandavalli, Caroline Kuhn Machado

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