EDUCAÇÃO DA FINLÂNDIA EM CRISE: QUE CRISE?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11565Palavras-chave:
Educação filandesa, Currículo, flexibilização curricular, Pós-estruturalismo, ConhecimentoResumo
A queda da Educação finlandesa nos resultados da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) suscita, por parte de especialistas, dentre eles o ministro da Educação da Finlândia, a hipótese de que uma das causas seria a flexibilização curricular, pois desde 2014 a Finlândia adota uma Base Nacional Curricular para a Educação Básica, um currículo organizado por competências com desenvolvimento de projetos interdisciplinares. Orientada pelas contribuições de aportes teóricos pós-estruturais (Ernesto Laclau e Chantal Mouffe e Jacques Derrida), a escrita deste artigo é mobilizada pelo argumento de que a qualidade da Educação finlandesa é referenciada no cumprimento eficaz dos currículos alimentada pela ideia de que o conhecimento disciplinar seria garantidor da qualidade da educação. São discursos carregados de rastros realistas em que o conhecimento disciplinar, referenciado no conhecimento acadêmico, é significado como epistemologicamente superior a outras formas de conhecer e dotado da capacidade de formar identidades em uma direção previamente estabelecida. Os aportes pós-estruturais mobilizados sustentam a postura desconstrutiva de sentidos realistas de conhecimento; consequentemente, isso implica colocar sob rasura a ideia de aprendizagem e ressignificar práticas avaliativas que autorizam afirmar que os resultados obtidos nos exames em larga escala dizem da aprendizagem dos estudantes. E mais: que o sucesso dessas aprendizagens depende de maior investimento no ensino dos conhecimentos disciplinares.
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