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DISSIDÊNCIAS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: A SUBJETIVIDADE SOCIAL EM FOCO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11395

Palavras-chave:

subjetividade social, educação, dissidências de gênero e sexualidade, cisheteronormatividade

Resumo

Este artigo é baseado nos resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi compreender os processos subjetivos sociais relacionados às dissidências de gênero e sexualidade no contexto universitário atual. Tendo como referencial a Teoria da Subjetividade em uma perspectiva histórico-cultural, partimos de críticas aos processos de normatização, patologização e fragmentação dos processos humanos, a fim de visibilizar de forma complexa os desafios e as possibilidades que emergem na vivência universitária da população sexo-gênero-diversa. Para atingir tais objetivos, a pesquisa foi desenvolvida a partir da Metodologia Construtivo-Interpretativa, apoiada nos princípios da Epistemologia Qualitativa, que concebe a produção de conhecimento enquanto um processo dialógico e construtivo-interpretativo, orientado à legitimação da singularidade como fonte de sua produção. O trabalho de campo foi desenvolvido ao longo de 15 meses, por meio da construção de ações dialógicas em parceria com diferentes grupos de uma universidade pública em Brasília, Brasil. Os resultados apontam para tensionamentos entre a configuração de práticas cisheteronormativas, que se articulam a diversas formas de fragilização da população sexo-gênero-diversa, e a configuração de mudanças subjetivas orientadas ao desenvolvimento subjetivo dessa população. A pesquisa visibiliza a importância da constituição de ações e relações educativas que expressem qualidades dialógicas orientadas a emergência de agentes e sujeitos em diferentes contextos da universidade. Essas práticas educativas contribuem para o tensionamento de configurações subjetivas sociais dominantes, ao mobilizar mudanças subjetivas sociais alternativas às cristalizações cisheteronormativas. Nesse sentido, favorece-se a abertura de caminhos de desenvolvimento subjetivo da população sexo-gênero-diversa.

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Biografia do Autor

Natália Neiva, Universidade de Brasília

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade de Brasília (UnB). Psicóloga e Bacharela em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB). Desenvolve o projeto de mestrado intitulado: "Dissidências sexuais e de gênero, educação e subjetividade: tensionamentos e possibilidades entre estudantes universitários". Faz parte do projeto de pesquisa: "Subjetividade, educação e saúde: o desenvolvimento subjetivo em foco", coordenado pelo professor Dr. Daniel Magalhães Goulart (PPGE/UnB). Membra do Grupo de Trabalho Internacional "Psicología Histórico-Cultural y Subjetividad" (SIP). Coordena o grupo de estudos "Estudos sobre a Teoria da Subjetividade", cujos eixos temáticos são: saúde, clínica/psicoterapia, educação e desenvolvimento subjetivo. Atua como psicóloga clínica a partir da abordagem cultural-histórica da Subjetividade. Se debruça sobre os estudos da Teoria da Subjetividade, Epistemologia Qualitativa e Metodologia Construtivo-Interpretativa. Seu principal foco de estudos se localiza nos campos de gênero e sexualidade, a partir da abordagem cultural-histórica da subjetividade em diálogo com a perspectiva queer.

Daniel Goulart, Universidade de Brasília

Professor Adjunto do Departamento de Teoria e Fundamentos da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (TEF/FE/UnB) e Orientador Pleno do Programa de Pós-Graduação em Educação da mesma instituição. Bolsista Produtividade em Pesquisa nível 2 pelo CNPq. Pós-Doutorando em Saúde Mental Comunitária pela Universidad Nacional de Lanús, Argentina. Doutor em Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB/CAPES), com período sanduíche no Discourse Unit (Manchester,Reino Unido/CAPES). Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (FE-UnB/CAPES), Psicólogo e Bacharel Especial em Pesquisa pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). É o atual coordenador do Grupo de Pesquisa (CNPq) Teoria da Subjetividade, Educação e Saúde na Universidade de Brasília e do Grupo de Trabalho Psicologia Histórico-Cultural e Subjetividade no âmbito da Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP). É membro do Grupo de Estudos e Trabalho "Subjetividade: teoria, epistemologia e metodologia" e da Rede Nacional de Pesquisas em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. Além disso, é membro da Sociedade Interamericana de Psicologia e da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia. Tem experiência prática, de pesquisa e docência nas áreas de Psicologia, Saúde Mental, Educação, Desenvolvimento Humano, Epistemologia e Metodologia Qualitativa, com ênfase na Teoria da Subjetividade em uma perspectiva histórico-cultural. 

Postado

17/03/2025

Como Citar

DISSIDÊNCIAS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: A SUBJETIVIDADE SOCIAL EM FOCO. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11395

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito