"UM DISFARCE DE FESTA NO PENSAMENTO DESSAS TEMPESTADES DE HOMENS”: A MEMÓRIA DE MÁRIO DE ANDRADE ATRAVÉS DA CULTURA BRASILEIRA (1960-1980)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9976Palavras-chave:
mário de andrade, sociologia da cultura, movimentos sociais, memória coletiva, ditadura militarResumo
Este artigo investiga como a figura do modernista Mário de Andrade foi ressignificada durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985), sendo instrumentalizada pela oposição política e cultural ao regime, além de influenciar os novos movimentos sociais, como o movimento negro e homossexual. Com base na teoria da memória coletiva de Michael Pollak (1989; 1992), a pesquisa explora como a obra e a figura de Mário foram reinterpretadas para fortalecer as lutas culturais e políticas da época. O método inclui a análise de periódicos alternativos, como O Hífen, O Pasquim, Lampião da Esquina e Leitura, veículos que se destacaram pela articulação de uma militância cultural à margem da grande imprensa. O estudo revela que, além de um importante autor literário, Mário de Andrade se tornou um símbolo de resistência e transformação social, com sua figura sendo reinterpretada em consonância com as demandas de grupos marginalizados. A pesquisa também destaca como os periódicos contribuíram para a construção dessa memória, refletindo a interação entre cultura, política e identidade nacional durante um período de repressão. Conclui-se que a memória de Mário de Andrade foi central para a oposição ao regime militar, influenciando debates culturais e sociais e reafirmando seu legado como parte de um processo maior de resistência e construção de novas identidades políticas e culturais no Brasil.
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