“PARA QUE SERVE O SANGUE, SENÃO PARA SER DERRAMADO?”: VIOLÊNCIA RACIAL ENTRE A SURREALIDADE E A MATERIALIDADE EM CANDYMAN (1992; 2021)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9971Palavras-chave:
cinema, horror, relações raciais, horror negro, antropologia visualResumo
A partir da etnografia fílmica de dois filmes da franquia Candyman - o primeiro, de 1992, e sua sequência mais recente, lançada em 2021 -, realizamos uma reflexão sobre as possíveis articulações entre marcadores sociais da diferença, questões de pertencimento, espaço, violências raciais e de classe. De maneira mais específica, buscamos engendrar o potencial do cinema de horror para a compreensão do fenômeno do racismo e suas consequências perversas para os corpos e subjetividades negras. Argumentamos que tanto O Mistério de Candyman (1992) quanto A Lenda de Candyman (2021) têm abordagens distintas sobre o fenômeno do racismo, mas complementares, seja na dimensão surrealista e etérea do primeiro quanto na materialidade e frontalidade do último. Em ambas as obras o racismo não aparece apenas como um arcaísmo do passado, encerrado com o fim do tráfico transatlântico, mas como um vestígio a assombrar, ainda hoje, a vida não apenas dos negros e negras norte-americanas, mas de todos aquelas e aqueles que são herdeiros da diáspora africana.
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