MACONHA, COGOLLO E FRONTEIRAS SIMBÓLICAS NA CONURBAÇÃO CHUÍ / CHUY
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9949Palavras-chave:
fronteira, Uruguay, cannabis, Extremo Sul, Interacionismo SimbólicoResumo
Este trabalho é parte componente de uma etnografia em andamento, conduzida nas cidades do Chuí, no extremo sul do Brasil, e Chuy, na região sudeste do Uruguai. O objetivo da pesquisa é analisar a interação entre brasileiros, uruguaios e doble chapas no tocante ao plantio, consumo, comércio e tráfico de Cannabis, considerando o contexto de criminalização da substância do lado brasileiro da fronteira, e de regularização do lado uruguaio. Ancorado no interacionismo simbólico como base teórica conceitual, intenciona apreender por intermédio da observação participante e condução de entrevistas os significados atribuídos à legalidade e ilegalidade, acesso e consumo, bem como aos possíveis desdobramentos próprios de regiões fronteiriças e atenuados pelas particularidades geográficas do lugar. Argumenta-se hipoteticamente que processos dinâmicos típicos da região fronteiriça se estendem, nesse caso, também ao livre fluxo de negociação, oferta e consumo da planta e seus derivados. Pressupõe-se que a fronteira em questão funcione como um "campo neutral", ou seja, um espaço onde converge grande parte daquilo que é compreendido como aspecto benéfico de uma ou outra legislação, ao passo que os ditames estatais, permissivos (ainda que regulados) ou proibicionistas, não gozam de pleno vigor quando comparados a outros espaços localizados para além das quatro aduanas que cercam a conurbação.
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