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“NEM PARECE CAXIAS!” DESLOCAMENTOS DOS SENTIDOS DE PERIFERIA EM COLETIVOS AUDIOVISUAIS NA BAIXADA FLUMINENSE DO RIO DE JANEIRO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9866

Palavras-chave:

cineclubes, baixada fluminense, território, produção de subjetividades, cartografia

Resumo

Este artigo debate a produção de uma representação única de “periferia” e investiga o impacto da prática coletiva artística na produção de subjetividades em sujeitos que atuam em cineclubes na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro.  Trata-se de recorte de pesquisa de mestrado da primeira autora sobre produção de subjetividades em coletivos culturais a partir do campo da Psicossociologia de Comunidades. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter cartográfico, selecionou coletivos artísticos que atuam como cineclubes, em especial, o Mate com Angu e Buraco do Getúlio, ambos localizados na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A partir da realização de entrevistas biográficas, foram empreendidas análises de conteúdo (Bardin, 2011), nas quais foram observados deslocamentos semânticos dos sentidos de periferia presentes nos discursos dos interlocutores. As diferenças na formação histórica nos municípios da Baixada Fluminense geraram cenários múltiplos, desde territórios extremamente periferizados, passando por elites econômicas locais até vastas reservas naturais. Apesar desta diversidade, do ponto de vista da representação midiática, vemos a preponderância de narrativas operadores de estigmatização sobre este território e seus sujeitos. Nesta pesquisa, entretanto, os interlocutores parecem ilustrar os deslocamentos semânticos dos sentidos de periferia a partir da experiência coletiva em seu território, vendo-se enquanto sujeitos ao centro de uma produção simbólica e não à margem dela.

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Biografia do Autor

Adriana Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre e Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social – EICOS/UFRJ. Especialista em Linguagens Artísticas, Cultura e Educação pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ. Bacharel em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense - UFF.

Beatriz Takeiti Akemi, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Terapeuta Ocupacional, Docente do Departamento de Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS), ambos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordena o Laboratório de estudos e práticas interdisciplinares em JuventudeS, Cultura e Território - LabCRIAS.

Postado

16/09/2024

Como Citar

“NEM PARECE CAXIAS!” DESLOCAMENTOS DOS SENTIDOS DE PERIFERIA EM COLETIVOS AUDIOVISUAIS NA BAIXADA FLUMINENSE DO RIO DE JANEIRO. (2024). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9866

Série

48º Encontro Anual da ANPOCS

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