Sobre resistência, empoderamento e juventude em um centro cultural carioca
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9846Palavras-chave:
centro cultural, juventude, feminismo, subcultura, resistênciaResumo
No presente trabalho, discorro sobre algumas problemáticas de minha pesquisa quanto ao empoderamento de mulheres e pessoas LGBTQIA+ no antigo centro cultural Motim, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como base os dados construídos nos oito meses de campo, entre setembro de 2023 e abril de 2024. Enraizada nas subculturas punk e riot grrrl, a proposta do espaço foi a de ser um ambiente seguro, onde tais grupos pudessem ocupar e realizar exposições artísticas, oficinas e apresentações musicais, dada sua dificuldade em acessar outros locais predominantemente masculinos e heterossexuais. A primeira questão abarca a possibilidade de - a partir da teoria subcultural desenvolvida no Centre for Contemporary Cultural Studies, na Universidade de Birmingham, e do trabalho “Não se nasce mulher”, de Monique Wittig - pensar os grupos em foco no espaço enquanto classes, participando de um processo de resistência contra a cultura sexista e LGBT-fóbica dominante em nossa sociedade. A segunda questão trata - partindo das perspectivas de Sara Mosedale quanto ao empoderamento, de Dick Hebdige sobre a construção de estilo e apropriação de objetos mundanos pelas subculturas, e de Clifford Geertz quanto à cultura sendo semiótica e o trabalho antropológico como interpretativo - do processo simbólico de empoderamento dentro do centro cultural, das razões para denominá-lo como tal e como pretendo conduzir minha análise no que virá a ser minha dissertação de mestrado.
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