QUESTÃO FUNDIÁRIA E OS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS DO LESTE MARAJOARA: O RETRATO DE UMA AMAZÔNIA COLONIZADA PELO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9844Palavras-chave:
Marajó, subalternidade racial, neocolonialismo, conflitos fundiários, latifundioResumo
Objetiva-se neste artigo conhecer as perspectivas contemporâneas de epistemologias raciais e os projetos de desenvolvimento fiscal ao Leste Marajoara para se analisar os conflitos fundiários na região. As ferramentas metodológicas mobilizadas foram uma pesquisa bibliográfica, aliada a um trabalho de campo imersivo, composta por observação participante, questionários socioeconômicos e entrevistas semiestruturadas. Posteriormente, as informações obtidas em campo foram comprovadas por meio da transcrição das entrevistas registradas, bem como a tabulação de dados dos questionários socioeconômicos. Diante dos territórios das comunidades quilombolas do Leste marajoara, depreende-se que o Estado continua a subalternizar e inferiorizar a vida desses sujeitos, pois ao passo que não construiu ações que acelerem as demarcações dos territórios, era como um comerciante “vendendo” a região para latifúndios que iriam investir suas commodities nessas terras. O avanço abrangeu os latifúndios de arrozais aliados à construção da rodovia PA-154 para escoamento da produção na região vem aprofundando os conflitos e a violência que se sobrepõem sobre as comunidades, conformando um cenário de guerra. Os discursos e as mobilizações locais vistas pelos moradores “tradicionais” de Vila União/Campina nos denotam para práticas de resistência diante do horizonte da morte imposto a partir da construção da rodovia PA-154, bem como do monocultivo de abacaxi e o avanço dos arrozais.
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