Interseccionalidade e Vivências Acadêmicas: Reflexões sobre a experiência de mulheres negras na USP
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9728Palavras-chave:
estudos de gênero, marcadores sociais da diferença, universidade, feminismo negro, raçaResumo
Este trabalho tem como objetivo investigar as experiências de alunas de graduação negras da Universidade de São Paulo, a fim de compreender os desafios, conquistas e mecanismos de enfrentamento relacionados à sua inserção e permanência na universidade, destacando como suas experiências de exclusão e pertencimento são moldadas pela interseção de raça, gênero e classe. Através de entrevistas realizadas com alunas negras de graduação da USP, procuro entender por quais adversidades as estudantes negras passam no ambiente acadêmico, os modos pelos quais lidam com essas experiências e como elas se articulam com as outras dimensões de suas vidas, com as suas subjetividades e identidades. Exploro, por um lado, como as vivências de discriminação racial, machismo e outras formas de desigualdade são percebidos em suas trajetórias e, por outro, reflito em que medida participação em coletivos identitários e organizações estudantis afetam a construção da identidade e subjetividade das mulheres negras na universidade. Além disso, examino o impacto emocional da marginalização e como as redes de apoio e a representatividade contribuem para a resistência e permanência dessas estudantes, elucidando as dinâmicas que influenciam suas vidas acadêmicas e pessoais.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Números do Financiamento 47.439,00
Plaudit
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