ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE Schinus terebinthifolia Raddi METRONIDAZOL, CLINDAMICINA E CONTRA Lactobacillus gasseri Lauer and Kandler, IN VITRO, E SUAS IMPLICAÇÕES NA VAGINOSE BACTERIANA RECIDIVANTE
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9665Palavras-chave:
vaginose bacteriana, recidivas, Lactobacillus gasseri, metronidazol, clindamicina, Schinus terebinthifolia RaddiResumo
A vaginose bacteriana (VB) é muito prevalente e é a causa mais comum de corrimento vaginal em todo o mundo. Trata-se de uma disbiose resultante da substituição dos
lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e ácido lático por bactérias anaeróbicas em altas concentrações, incluindo Gardnerella vaginalis, Prevotella, Mobiluncus, Atopobium e outros anaeróbios. A VB pode ser autodiagnosticada, quando a paciente apresenta a sintomatologia clássica, ou clínica e laboratorialmente obedecendo aos critérios de Amsel ou pela determinação do escore de Nugent. Os tratamentos recomendados para a VB são o Metronidazol, o Secnidazol e o Tinidazol por via oral, bem como o metronidazol gel, a clindamicina creme e o gel de S. terebinthifolia Raddi por via vaginal. O presente estudo teve por objetivo determinar a capacidade da Clindamicina creme vaginal, do Metronidazol gel vaginal e do S. terebinthifolia Raddi gel vaginal em inibir o crescimento ou preservar a população dos microrganismos Lactobacillus gasseri ATCC 19992 in vitro. A metodologia utilizada foi de perfuração em placa, formando poços de 6mm, onde as amostras foram inoculadas. As placas foram incubadas por 48 horas à temperatura de 30°C. A análise visual das placas, após o período de incubação, evidenciou que L. gasseri é resistente ao gel vaginal de S. terenbithifolia Raddi gel, uma vez que não foi observado qualquer halo de inibição. Contudo, L. gasseri foi moderadamente susceptível ao gel vaginal de Metronidazol e altamente sensível ao creme vaginal de Clindamicina. Como os lactobacilos, dos quais se destaca L. gasseri, representam acima de 95% dos microrganismos que habitam o meio vaginal, mantendo a higidez desse microbioma, a ação da Clindamicina e do Metronidazol pode levar ao desequilíbrio da microbiota vaginal, permitindo as recidivas quando esses agentes terapêuticos são usados para o tratamento da VB.
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Copyright (c) 2024 Carlos Alberto Sá Marques, Paloma Barros Henrique, Haliny da Silva Magalhães, Tahira Souza Melo, Jan Carlo Delorenzi

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