Puta ou Santa? Os antagônicos discursos sobre mulheres nas letras de funk interpretadas por homens
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8428Palavras-chave:
Funk, Masculinidades, Etnomusicologia, MulheresResumo
Assim como o dinheiro, a ostentação, a violência e o crime, as relações sexuais e afetivas com mulheres compõem a masculinidade funk. Na maioria das letras escritas e interpretadas por homens, mulheres são descritas enquanto objetos sexualizados descartáveis, que conferem status aos seus “proprietários”. A análise e a categorização de letras de funk brasileiro dos últimos 15 anos possibilitam, entretanto, observar tratamento completamente contrário de outra figura feminina: a mãe. Em diversas canções do chamado “funk consciente”, cantores declaram amor por suas genitoras, caracterizado por uma certa devoção e um forte desejo de proporcionar a elas um futuro com segurança e estabilidade financeira. A partir de tais observações, este artigo destina-se a identificar as diferenças existentes na aparente oposição entre a figura da mãe e das demais mulheres no que se refere às letras de funk interpretadas por homens, as percebendo enquanto um dos elementos que constituem as masculinidades funk.
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