A química, os metais e perspectivas de agência
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7480Palavras-chave:
Química, metais, agência, antropologia da ciênciaResumo
Como podemos interpretar a agência de metais, a seguir, por exemplo, os laboratórios dos químicos? Substancias como moléculas, de um ponto de vista recorrente nesses laboratórios, têm “comportamentos”. Esses comportamentos são vistos como agências, embora sem qualquer apreensão de consciência ou “animação”. Assim, nesses contextos de pesquisa científica, substâncias inanimadas podem ter agência por terem comportamentos que podem até ser antropomorfizados. Encarar a relação entre vivos e não vivos do ponto dos químicos embaralha nossos modos de ver os processos. Nessa perspectiva, o metal não está em contraposição ao vivente, mas, como ele, tem comportamentos. E adentrando a escala molecular e a perspectiva reflexiva dos químicos, a questão de uma oposição entre entes vivos e não vivos pode não fazer tanto sentido. Nessa perspectiva, o comportamento de certos metais é parte essencial da produção da vida, marcando a relação entre metal e viventes como muito relativa aos níveis e escala da análise. Ou seja, dada uma certa escala, não há diferença qualquer e o que acontece num organismo vivo é parte integral de certos comportamentos do metal. A partir de uma pesquisa antropológica ex post facto (Machado 2019) apresentamos alguns exemplos retirados da experiência nos laboratórios e no aprendizado de química para discutir as questões acima.
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Copyright (c) 2023 Igor José de Renó Machado, Sofia Nikolaou

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