ELITISMO E AUTORITARISMO NO DISCURSO MILITAR APOLOGÉTICO DA REVOLTA “CONSTITUCIONALISTA” DE 1932
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6959Palavras-chave:
revolução de 1930, oligarcas dissidentes, militares, política brasileiraResumo
No contexto do Governo Provisório de Getúlio Vargas, a política brasileira vivenciou recorrentes desentendimentos entre os políticos oligarcas e os grupos tenentistas, organizados nas legiões revolucionárias e no Clube 3 de Outubro. Oligarcas dissidentes que apoiaram a Revolução de 1930 viam-se desprestigiados nos espaços de poder ocupados pelos tenentes e revolucionários. No decorrer do período pós-1930, as forças políticas oligárquicas desejavam a volta da normalidade institucional e da realização de eleições, almejando a dominância sobre o jogo político, tal como ocorria antes de 1930. O enfrentamento entre oligarcas e tenentistas se aprofundou a partir do ano de 1932. No caso de São Paulo, os embates foram mais intensos e geraram um distanciamento profundo que resultou em uma revolta sangrenta que mobilizou um considerável contingente de soldados. Esse trabalho objetiva analisar as tensões políticas e sociais que levaram à revolta contra o governo provisório de Getúlio Vargas, identificando elementos de elitismo e autoritarismo presentes no discurso autoproclamado como democrático e constitucional na aliança entre os militares e as oligarquias paulistas.
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