CIÊNCIAS SOCIAIS ENTRE A “SOCIEDADE” E A “POLÍTICA”: FUNDAÇÃO FORD E AS DISPUTAS INTERPRETATIVAS EM TORNO DO SENTIDO DO GOLPE DE 1964
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6913Palavras-chave:
fundação ford, ciências sociais, ditadura, Florestan Fernandes, Wanderley Guilherme dos SantosResumo
Este artigo busca analisar as tensões do campo sociológico brasileiro nos anos de 1960, verificando a existência de um antagonismo entre modelos de ciência para o país no período. Como forma de acessar tais tensionamentos, defini como objeto as disputas interpretativas de dois grupos em torno do sentido do golpe de 1964: um primeiro, de autores que tomavam como eixo a sociologia para explicar o golpe e a ditadura (Florestan Fernandes como representante deste paradigma), e um segundo, que via na ciência política a disciplina mais bem ajustada para a compreensão desses fenômenos (Wanderley Guilherme dos Santos como figura central). A hipótese, portanto, é de que, mais do que simples divergência teórica, esses pontos de vista expressam a própria querela do campo das ciências sociais daquele período, erigido entre polos da sociedade e/ou da política. De forma mais abrangente, pretendo investigar a forma pela qual o processo de declínio e hegemonia desses paradigmas foi influenciado por instituições de fomento à ciência, especialmente por meio dos financiamentos privados da Fundação Ford. Com isso, houve reordenamento do campo das Ciências Sociais no país.
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