O EXÍLIO TROPICAL: VIDAS FORÇADAS DE ARTISTAS BRASILEIROS NO EXTERIOR
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6910Palavras-chave:
MPB, Estado Autoritário, Exílio, resistência, PolíticaResumo
Este trabalho trata da relação entre arte e política, especificamente no período da ditadura militar no Brasil. Seu propósito de pesquisa visa compreender as relações entre Estado autoritário e produção artística, enquanto condição de pressão política. No período de ditadura brasileira nos anos 70 e do surgimento de movimentos artísticos-sociais, tais como o Tropicalismo e o Cinema Novo, o Estado atuou enquanto agente controlador e censor, e a arte, por sua vez, como forma de resistência, o que resultou nos exílios dos cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil para Londres, na Inglaterra, fatos estes que constituem os casos de estudo desta dissertação. Procura-se, ainda, compreender as influências e as alterações decorrentes do exílio que afetaram a obra desses artistas. Para tanto, é estabelecida uma periodização histórica, bem como é analisado o conceito de exílio e seu impacto na produção artística dos referidos autores. Neste sentido, nota-se, inicialmente, que, no primeiro período, isto é, no pré-exílio, as obras de ambos, consideradas de caráter subversivo à ordem, promoveram um importante debate no contexto social do país. Após o segundo período, o de prisão e exílio em Londres, suas produções refletiram uma maior introspecção, seguida também de uma ampliação de sua liberdade experimental, promovida pelo novo contexto social em que estavam inseridos. Finalmente, no terceiro período, o de retorno de ambos os artistas ao Brasil, a síntese e a consolidação do contato com influências políticas e culturais que tal cidade global propiciou, integram-se com a retomada de suas raízes.
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