Sobre a eficiência de barreiras sanitárias restritivas para conter o avanço da COVID-19: Uma modelagem matemática simples
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.691Palavras-chave:
COVID-19, Modelagem epidêmica, Barreiras sanitárias, Distanciamento socialResumo
Em maio de 2020, a COVID-19 avançou agressivamente no interior chegando à maior parte dos municípios brasileiros. Uma medida recorrentemente defendida e aplicada por administrações municipais brasileiras é a implantação de barreiras sanitárias restritivas que impedem parcialmente o fluxo de pessoas para evitar que o vírus chegue aos seus municípios por meio de casos importados. Tais barreiras, entretanto, têm se mostrado insuficientes em muitos municípios e novos registros dos primeiros casos acontecem a cada dia. Neste texto de caráter elucidativo usamos exemplos matemáticos simples para explicar o motivo desta ineficiência e apontar situações em que a barreira teria algum efeito expressivo. Todas as barreiras, mesmo as mais rigorosas, possuem alguma permeabilidade em que pessoas a atravessam e têm contato com os munícipes. Essa permeabilidade, associada com o baixo nível de distanciamento social, é uma explicação para o aparecimento precoce de casos de COVID-19 nos municípios que
adotam restrições de acesso. Barreiras que geram impactos significativos nas curvas de prevalência epidêmica são muito difíceis de implementar e, portanto, a alternativa segura é reduzir a taxa de contágio comunitário por meio do distanciamento social e da proteção individual.
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- 13/08/2020 (2)
- 03/06/2020 (1)
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