OTÁVIO DE FARIA: UM FASCISMO À BRASILEIRA EM TRÊS ATOS (1931-1937)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6795Palavras-chave:
Otávio de Faria, fascismo, catolicismo, pensamento político-social brasileiro, década de 1930Resumo
O pensamento político-social brasileiro da década de 1930 muitas vezes reflete o clima de radicalismo – ideológico e cultural – da época. Eram anos em que liberalismo, socialismo, integralismo e fascismo se defrontavam nas arenas pública e intelectual, em busca tanto das raízes da identidade nacional quanto dos possíveis caminhos para seu destino. Neste contexto surge o jovem Otávio de Faria, integrante da reação católica, teórico do fascismo brasileiro e conclamado no período como uma das vozes mais eloquentes da “nova geração”. Assim, a grande questão do presente trabalho é conceber de que maneira Faria compreende as promessas e limites do fascismo como uma saída possível para as aporias do Brasil moderno. Para tal, são analisadas três obras da fase político-teológica de sua bibliografia: “Machiavel e o Brasil” [1931] (1933), “Destino do socialismo” (1933) e “Cristo e César” (1937). Em seu livro de estréia, a revolução fascista combina-se de maneira ambígua com o tema da revolução espiritual e da formação de uma nova elite capaz de civilizar a nação “por cima”. No segundo e no terceiro, uma síntese fascito-católica oferece uma saída inequívoca para a crise, sugere uma alternativa passível de recuperar a harmonia entre a ordem espiritual e temporal, bem como anuncia um “novo mundo” para além da modernidade.
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