AS ALEGAÇÕES EUROCÊNTRICAS SOBRE A ÁFRICA, SEUS POVOS E CRIAÇÃO DO ESTADO NOVO: CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM GUINÉ-BISSAU
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6794Palavras-chave:
África, identidade nacional, Guiné-Bissau, PAIGC, pan-africanistasResumo
Este artigo objetiva discute o papel do Partido Africano na Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (doravante PAIGC) no processo de construção do Estado-nação guineense. Para tal, analisa-se a concepção dos Estados-nacionais no contexto das novas independências na África na década de 1960 a 1980, para entender o processo de construção da identidade guineense inclusiva em contramão a identidade excludente proposta pelo PAIGC. O argumento central é que as influências dos movimentos pan-africanistas, que o partido recebeu, levaram à construção, contrapondo-a às demais identidades produzidas histórica e culturalmente no território. De modo a desenvolver seu argumento, o artigo está estruturado em duas cláusulas. A primeira seção irá contra criticar as questões eurocêntricas sobre o continente africano, ressaltando suas influências na modernidade. A segunda seção irá evidenciar como o nascimento do Estado-nação pelo partido africano PAIGC influenciou na construção da identidade nacional da Guiné-Bissau. A escolha deste tema justifica-se por entender que a construção de identidades faz parte dos processos históricos lançados. Os resultados parciais mostram como as memórias coletivas foram subalternizadas, mas continuam a reivindicar seus lugares na construção da identidade nacional.
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Copyright (c) 2023 Virgínio Vicente Mendes, Erica Paula Vasconcelos

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