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“SEM NEGROS NÃO PODE HAVER OURO, AÇÚCAR NEM TABACO”: O PAPEL DA RAÇA NA ECONOMIA DO SISTEMA INTERNACIONAL MODERNO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6733

Palavras-chave:

Raça, sistema internacional moderno, capitalismo racial, Nordeste baiano, atlântico

Resumo

O presente trabalho objetiva denotar o papel da raça na economia do sistema internacional moderno, tendo como pano de fundo o sistema escravista mercantil e agrícola. Para isso, entende-se que a escravidão e o capitalismo racial foram fatores usados pelos colonos para marcar a superioridade do homem branco através da dominação e exploração. Nesse sentido, o principal argumento do trabalho é de que a raça foi utilizada para fomento da base lucrativa para o sistema colonial através da comercialização de negro, açúcar, ouro e o tabaco para a Europa. De modo a desenvolver o seu argumento, o artigo está estruturado em duas seções. A primeira seção irá delinear sobre a simbiose da relação entre raça, escravidão e capitalismo racial no sistema comercial marítimo triangular de escravos e produtos nas navegações transatlânticas e como se deu a expansão desse sistema. A segunda seção irá evidenciar a operacionalização do capitalismo racial e sua riqueza concentrada no negro e na região do nordeste brasileiro para a continuação deste sistema econômico no sistema internacional. O debate presente neste trabalho contribui para que processo gerados pelo capitalismo devem ser analisados de forma multidimensional, demonstrando a viabilização de outros horizontes emancipatórios.

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Biografia do Autor

Erica Paula Vasconcelos, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Nordestina, graduada em Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades (BIH) e Relações Internacionais (RI) pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Atualmente é especialista em Relações Internacionais Contemporâneas e mestranda em Relações Internacionais na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), integrante do grupo de pesquisa Núcleo de Estudos para a Paz (NEP), representante discente da Comissão Superior de Ensino (COSUEN) e da Comissão Superior de Pesquisa (COSUP) da Unila, integrante do Comitê Jovem da Asociación Latinoamericana de Ciencia Política (ALACIP) e do Fórum de Pesquisa da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI). Já foi membra da Comissão de Planejamento de campanhas de Ações Educativas e de sensibilização da comunidade universitária voltadas para as temáticas de gênero, violência de gênero, violência contra a mulher e da Comissão de Análise e Reavaliação dos Cursos do Instituto de Humanidades e Letras da UNILAB. Atuou como representante discente do Centro Acadêmico de Relações Internacionais da UNILAB/Campus dos Malês (CARI-MALÊS), é conselheira do Órgãos de Deliberação Superior Conselho Universitário (CONSUNI). Foi integrante do Projeto Interinstitucional UNILAB na construção da compreensão da Identidade Nacional: capacitação para séries iniciais do Ensino fundamental e do Núcleo de Línguas e Linguagens do Campus dos Malês (NULIM). 

​ Virgínio Vicente Mendes, Universidade Federal do Paraná

Doutorando em História pela Universidade Federal de Paraná(PPGHIS-UFPR). Possui Mestrado em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras(PPGEAFIN) pela Universidade do Estado da Bahia(2022), Licenciatura em História pela Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira-BA (2019) e graduação em Humanidades pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (2017). , atuando principalmente nos seguintes temas: resistência,, cultura do brasileiro, capoeira, e negro.Pesquisa sobre cultura mandjaku, Identidade mandjaku, nacionalismo guineense, historiografia guineense, Ensino da História na Guiné-Bissau, Estado-nação, nacionalismo Identidade guineense

Postado

05/09/2023

Como Citar

“SEM NEGROS NÃO PODE HAVER OURO, AÇÚCAR NEM TABACO”: O PAPEL DA RAÇA NA ECONOMIA DO SISTEMA INTERNACIONAL MODERNO. (2023). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6733

Série

47º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito