“SEM NEGROS NÃO PODE HAVER OURO, AÇÚCAR NEM TABACO”: O PAPEL DA RAÇA NA ECONOMIA DO SISTEMA INTERNACIONAL MODERNO
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6733Palavras-chave:
Raça, sistema internacional moderno, capitalismo racial, Nordeste baiano, atlânticoResumo
O presente trabalho objetiva denotar o papel da raça na economia do sistema internacional moderno, tendo como pano de fundo o sistema escravista mercantil e agrícola. Para isso, entende-se que a escravidão e o capitalismo racial foram fatores usados pelos colonos para marcar a superioridade do homem branco através da dominação e exploração. Nesse sentido, o principal argumento do trabalho é de que a raça foi utilizada para fomento da base lucrativa para o sistema colonial através da comercialização de negro, açúcar, ouro e o tabaco para a Europa. De modo a desenvolver o seu argumento, o artigo está estruturado em duas seções. A primeira seção irá delinear sobre a simbiose da relação entre raça, escravidão e capitalismo racial no sistema comercial marítimo triangular de escravos e produtos nas navegações transatlânticas e como se deu a expansão desse sistema. A segunda seção irá evidenciar a operacionalização do capitalismo racial e sua riqueza concentrada no negro e na região do nordeste brasileiro para a continuação deste sistema econômico no sistema internacional. O debate presente neste trabalho contribui para que processo gerados pelo capitalismo devem ser analisados de forma multidimensional, demonstrando a viabilização de outros horizontes emancipatórios.
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Copyright (c) 2023 Erica Paula Vasconcelos, Virgínio Vicente Mendes

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