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ANÁLISE DE DESFECHOS E MOTIVOS DE RECUSAS DE ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTES NO BRASIL

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5402

Palavras-chave:

Organ disposal, Organ donation, organs for transplants, waiting lists

Resumo

Introdução: Num cenário de manifestação de órgãos para atender ao total da lista de espera por transplantes no Brasil, é relevante conhecer o desfecho das ofertas feitas pela Central Nacional de Transplantes (CNT) do Ministério da Saúde (MS) e o motivo pelo qual os órgãos são recusados ​​​​​​pelas equipes transplantadoras, visto que apenas uma pequena parte das ofertas feitas no âmbito da lista única nacional, são convertidos em transplantes. Objetivo geral : Descrever os óbitos e motivos de recusa dos órgãos oferecidos para a lista única nacional, gerenciada pela CNT. Método:Estudo de coorte retrospectivo de caráter descritivo, com abordagem quali-quantitativa, sobre o conjunto de dados de ofertas de mortes de motivos e recusas de órgãos sólidos da CNT, no período de 2014 a 2021. Resultados: Do total de 22.824 ofertas de órgãos no período de 2014 a 2021 (n= 22.824), 8.483 (37%) foram inicialmente aceitos e 14.341 (63%) foram recusados ​​pelas equipes transplantadoras. Do total de órgãos aceitos, 6.433 (76%) foram efetivamente melhorados e 2.050 (24%) não foram utilizados para transplante. Quanto ao resultado por tipo de órgão, foram aceitos 511 corações (16%), 212 pulmões (12%), 2.149 fígados (37%), 5.504 rins (54%) e 106 pâncreas (5%).Foram recusados​​​​2.631 corações (84%), 1.559 pulmões (88%), 3.617 fígados (63%), 4.677 rins (46%) e 1.857 pâncreas (95%). Foram aprimorados 441 corações (86%), 164 pulmões (77%), 1.738 fígados (81%), 4.014 rins (73%) e 76 pâncreas (72%). Não foram utilizados 2.050 órgãos sendo, 70 corações (14%), 48 pulmões (23%), 411 fígados (19%), 1.491 rins (27%) e 30 pâncreas (28%). Conclusão: No período avaliado, o aceite do órgão oferecido teve como resultado 37% do total de ofertas feitas para a lista nacional, gerada pela CNT. Destes, 76% tiveram como resultado o implante efetivo do órgão e a não utilização em 24% dos resultados. Quanto ao tipo de órgão oferecido, a maior taxa do evento “órgão aceito” correspondeu aos rins (54%) seguido pelo fígado (37%).A maior taxa do evento “órgão recusado” foi registrada para o pulmão (88%), seguido do pâncreas (95%). A maior taxa do evento “órgãos aperfeiçoados” foi registrada pelo coração (86%) e do evento “órgãos não utilizados” foi mostrada pelo pâncreas (28%), seguida pelos enxágues (27%). Não que se refira aos motivos de recusa, pois as recusas por logística corresponderam a apenas 6% dos motivos identificados. A maior taxa de motivos de recusa foi atribuída ao grupo de eventos “condições do doador” (59%), seguidas respectivamente por “outros motivos” não especificados (21%), “condições do órgão” (9%) e “condições do receptor” (5%), sendo que as recusas pelo motivo “logística” corresponderam ao penúltimo lugar.Com este trabalho, conclui-se que o aproveitamento dos órgãos oferecidos a nível nacional pode ser potencializado, a partir do melhor entendimento dos reais motivos de recusa e da identificação de oportunidades de resgate de doadores inicialmente recusados. Depreende-se ainda, que o refinamento dos motivos de recusa poderia diminuir as taxas de não utilização de órgãos, de maneira a contribuir na alteração do cenário de escassez. O registro atual do abandono e motivos de recusas feito pela CNT oferece informações importantes, porém, outros estudos são necessários para depurar os motivos de recusa dos órgãos ofertados para a lista única nacional de espera por transplantes, visando contribuir no planejamento de estratégias para melhor aproveitamento dos órgãos ofertados.

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Biografia do Autor

Patrícia Freire, Ministério da Saúde

Servidora Pública do Ministério da Saúde do Brasil

Carmélia Reis, Coordenação de Cursos de Pós-Graduação e Extensão/ESCS/FEPECS (Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS)

Professora Doutora e Coordenadora de Cursos de Pós-Graduação e Extensão/ESCS/FEPECS (Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS)

Maria Rita Carvalho Garbi Novaes, Membro de Cursos de Pós-Graduação e Extensão/ESCS/FEPECS (Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS)

Professor e Orientador no Mestrado e Doutorado (Pós-graduação em Ciências da Saúde) Posição convidada - ESCS/FEPECS/GDF/BRAZIL

Postado

13/03/2023

Como Citar

ANÁLISE DE DESFECHOS E MOTIVOS DE RECUSAS DE ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTES NO BRASIL. (2023). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5402

Série

Ciências da Saúde

Plaudit