Reducing public health costs with infant formulas: oral food challenge and misdiagnosed or outgrown cow’s milk protein allergy
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.535Palavras-chave:
public health costs, infant formulas, oral food challenge, milk allergy, food allergy, natural toleranceResumo
Objetivos: O diagnóstico preciso e o manejo apropriado da alergia à proteína do leite de vaca (alergia ao leite, AL) são cruciais para evitar a prescrição desnecessária de fórmulas infantis. Aqui, tivemos o objetivo de usar o teste de provocação oral aberto (TPOA) para a confirmação do diagnóstico de AL e para avaliar o desenvolvimento de tolerância natural ao leite, em crianças com diagnóstico clínico de AL. Também avaliamos o impacto nos custos de saúde pública da redução da prescrição de fórmulas infantis (fornecidas pelo serviço de saúde do estado de São Paulo até os dois anos de idade) após descartar o diagnóstico de AL em crianças com TPOA negativo. Métodos: Revisamos prontuários de 76 crianças [41 do sexo masculino, mediana de idade = 2. anos (0,8-5,0)] submetidas ao TPOA de janeiro de 2016 a junho de 2018, 30 das quais tinham dois anos de idade ou menos. Resultados: Antes do TPOA, 52 (68.4%), 20 (26.3%) e cinco (5.3%) crianças foram diagnosticadas com AL não mediada por IgE, mediada por IgE e de mecanismo misto, respectivamente. A maioria das crianças era alimentada com fórmulas baseadas em aminoácidos (n=29, 38%). O TPOA foi negativo em 58 (76%) crianças, descartando, assim, o diagnóstico de AL. De 18 (24%) crianças positivas para o TPOA, a maioria (n=10, 56%) tinha sintomas gastrointestinais. Após descartar o diagnóstico de AL, uma média de 152,3 latas de fórmula (R$ 8.644,57) foram economizadas, por criança, pelo serviço público de saúde. O montante total economizado foi de R$ 259.337,09. Conclusão: O TPOA se mostrou importante, não apenas para descartar o diagnóstico de AL, como também para evitar o uso indiscriminado de fórmulas infantis, o que, por sua vez, teve consequências positivas para os custos de saúde pública.
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Copyright (c) 2020 Ana Laura Andrade, Priscila Pereira, Renan Mauch, Maria Angela Bellomo Brandão, Marcos Tadeu Nolasco da Silva, Adriana Riccetto

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