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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0102-469841621
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Juventude e acesso ao ensino superior: sobre o não lugar de vestibulando

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4952

Palavras-chave:

Educação superior, Desigualdades, Meritocracia, Sociologia da Juventude

Resumo

O texto objetiva entender os desafios e as perspectivas de jovens de camadas populares sobre a transição para o ensino superior. Baseia-se em um trabalho de campo realizado em Brasília/DF no ano de 2018 que contou com a aplicação de mais de duzentos questionários em cursinhos pré-vestibulares comunitários e entrevistas com vinte vestibulandos. Os resultados indicam a existência de um não lugar de vestibulando caracterizado pela ausência de vínculos entre os indivíduos e as instituições de ensino ou de trabalho. Há uma fricção entre lógicas de ação que se encontram e se combinam contraditoriamente nas falas dos jovens: ora percebe-se o ensino superior como uma vocação a ser reivindicada pelo esforço, ora como uma entre outras oportunidades a se “correr atrás”. De um lado, perspectivas meritocráticas estimulam os jovens a investirem em opções de cursos, carreiras e instituições mais ousados, alegadamente relacionados à sua vocação pessoal; de outro lado, os sucessivos fracassos nas tentativas de transição ou as dificuldades prévias em suas trajetórias escolares os forçam a optarem por caminhos mais pragmáticos, reproduzindo lógicas de “viração” que marcam suas experiências para além do campo educacional. Essa discussão elucida de que forma o processo de expansão respondeu por uma alteração na maneira pela qual o próprio acesso à educação é entendido.

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Biografia do Autor

Adriano Souza Senkevics, INEP

Sou um pesquisador na área de Educação e Desigualdades Sociais.

Atuo como pesquisador da Diretoria de Estudos Educacionais (DIRED) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em Brasília.

Sou doutor e mestre em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em políticas públicas em gênero e raça pela Universidade de Brasília (UnB). No mestrado e no doutorado, realizei estágio-sanduíche nas Universidades de Sydney (Austrália) e de Toronto (Canadá), respectivamente. Pela minha dissertação de mestrado, fui ganhador da 10ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Recentemente, fui agraciado com o Prêmio Capes de Tese 2022 na área de Educação.

Minhas pesquisas centram-se nas disparidades de classe, raça e gênero na educação. Até 2015, meu foco foram as relações de gênero e o desempenho escolar. Desde 2016, tenho produzido estudos sobre a classificação de cor/raça em instrumentos quantitativos e, posteriormente, sobre a política de cotas nas instituições federais (Lei n. 12.711/2012). Mais recentemente, tenho discutido a expansão do acesso à graduação no Brasil e as desigualdades na transição do ensino médio ao ensino superior, com ênfase em disparidades socioeconômicas.

Postado

31/10/2022

Como Citar

Juventude e acesso ao ensino superior: sobre o não lugar de vestibulando. (2022). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4952

Série

Ciências Humanas

Plaudit