PATRIMONIALISMO SEM AURA: CRIPTOPLUTOCRACIA, OPERADOR POLÍTICO E DOMINAÇÃO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4228Palavras-chave:
desigualdade, criptoplutocracia, operador político, dominação no Brasil, patrimonialismoResumo
O artigo problematiza a noção de patrimonialismo estatal como principal razão explicativa para a dominação no Brasil, como presente em vários autores, com destaque para Faoro (1958, 1974, 2022) e Swartzman (2003, 2007). A partir das pistas teóricas deixadas por Maria Sylvia de Carvalho Franco, o objetivo é a busca de uma interpretação que considere a relação entre dominação, violência e manutenção perene da desigualdade no Brasil no quadro de um capitalismo moderno desde sempre, colocado em comparação com uma interpretação da dominação baseada no patrimonialismo e no atraso. A metodologia analisa documentos da imprensa e do judiciário em torno da crise política brasileira iniciada em 2013, constrói um tipo-ideal e deduz um tipo empírico presente no sistema. A conexão de sentido da dominação brasileira informa uma relação forte entre o operador político nascido do capanga, as eleições, o exercício do poder político e uma criptoplutocracia, presente, ao menos desde o XIX e que deu o tom no sistema político brasileiro sob o manto do financiamento privado das eleições, controlando as riquezas do Brasil nas mãos da plutocracia e perpetuando ignóbeis desigualdades.
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