DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0102-4698-38360
Não é ninguém, é o professor! Sobre a figura docente e o seu ofício
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3607Palavras-chave:
ofício docente, tecnicização do ensino, Hannah Arendt, filosofia da educação, psicanálise na educaçãoResumo
O presente artigo visa examinar de que modo os esforços empreendidos no sentido de se substituir a pessoalidade da ação docente pela tecnicidade impessoal de sua atividade afetam o professor e o ofício docente. O discurso de tecnicização do ensino, discurso estruturado em torno de uma pretendida completude, centralidade e autonomia da dimensão técnica e metodológica da educação, concebe a educação como uma atividade que prescinde da presença de um alguém, de um sujeito a quem se faz possível o usufruto de um lugar de ação e enunciação. O que resta ao ofício docente face aos esforços que visam reduzi-lo a uma atividade guiada pela lógica da produção fabril, marcada pela repetição automatizada de processos que independem da unicidade e pessoalidade daquele que a realiza? Estaria essa condição relacionada às queixas, adoecimentos, sentimentos de desvalorização e impotência frequentemente enunciados pelos professores? O exame desses questionamentos será feito à luz de uma fenomenologia das atividades humanas, tal como a concebe Hannah Arendt, e de escritos que buscam compreender a educação a partir dos aportes da psicanálise.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2022 Caroline Fanizzi, José Sérgio Fonseca de Carvalho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Dados de financiamento
-
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Números do Financiamento 2020/01667-2;2019/14645-0


