INTELIGÊNCIA CONTÍNUA
A SÉTIMA REVOLUÇÃO COGNITIVA DO SAPIENS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3268Palavras-chave:
linguagens, tecnologias, cognição, exossomatização, contradiçõesResumo
(Este artigo faz parte de um projeto da Trans/Form/Ação: revista de filosofia da Unesp. Trata-se do Dossiê Filosofia Autoral, a ser publicado em 2022.) Minha formação no campo das linguagens, musicais, visuais e verbais foi sempre marcada pela atenção à materialidade das próprias linguagens e aos meios pelos quais elas são transmitidas para permitir suas funções comunicativas. Desde o aparelho fonador, instalado no próprio corpo, esses meios constituem-se como tecnologias que foram evoluindo através dos séculos, trazendo consigo novas formas de linguagem, tais como as distintas formas de escrita, a galáxia de Gutenberg e, do século 19 para cá, as revoluções industrial, eletrônica e digital, cada qual introduzindo tecnologias que lhes são próprias. Quando as questões de linguagem são colocadas no foco da atenção, o que importa, desde a revolução industrial, é o advento de tecnologias cognitivas, como são a fotografia, o cinema, seguidas das tecnologias eletrônicas, rádio e televisão, e, por fim, a explosão da revolução digital com todas as suas novas formas de linguagens e consequentemente de cognição que hoje se distribuem pelos mais distintos aplicativos e plataformas. O estudo dessa evolução levou-me a postular, a partir da inspiração colhida em alguns autores, que a cognição humana está, desde as primeiras formas de escrita, crescendo fora da caixa craniana. Portanto, uma proposta que diz respeito à exossomatização da inteligência e da cognição humana com todas as contradições que isso traz. Este artigo está dedicado à explicitação dessa proposta com atenção ao modo como ela foi se desenvolvendo no meu pensamento.
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