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Multimorbidade e uso de serviços de saúde em idosos muito idosos no Brasil

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  • Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-7361-9961
    • Daniela de Assumpção Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil
      • Aldiane Gomes de Macedo Bacurau Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil
        • Diego Salvador Muniz da Silva Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil
          • Deborah Carvalho Malta Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
            • Flávia Silva Arbex Borim Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil

              DOI:

              https://doi.org/10.1590/1980-549720210014.supl.2

              Palavras-chave:

              Multimorbidade, Serviços de saúde, Idoso de 80 anos ou mais, Saúde do idoso, Doença crônica, Inquéritos epidemiológicos

              Resumo

              Objetivo: Estimar a prevalência de multimorbidade em idosos longevos brasileiros (idade ≥80 anos), e relacioná-la com o uso de serviços de saúde. Métodos: Estudo transversal de base populacional com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 (n=6.098). Foram estimadas as frequências de uso de serviços nos idosos com multimorbidade e segundo sexo, posse de plano de saúde médico e autoavaliação de saúde. Calcularam-se as prevalências e razões de prevalência brutas e ajustadas e respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados. A média de idade dos idosos foi de 85 anos e cerca de 62% eram mulheres; a prevalência de multimorbidade foi de 57,1%, maior nas mulheres, naqueles com plano de saúde, e nos residentes na região Sul do país (p<0,05). Nos muito idosos com multimorbidade, o uso de serviços nos últimos 15 dias alcançou 64,6%, e mais de 70% estiveram internados no último ano ou deixaram de realizar atividades nas duas semanas anteriores por motivo de saúde. Observaram-se diferenças para os indicadores de uso de serviços em relação ao sexo, posse de plano de saúde médico e autoavaliação de saúde, segundo multimorbidade. Conclusão. Os indicadores de uso de serviços de saúde foram mais elevados nos idosos que acumulam duas ou mais doenças crônicas, independente das condições sociodemográficas e da autoavaliação de saúde, denotando o impacto da multimorbidade per se na determinação do uso de serviços entre os idosos mais velhos.

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              Postado

              10/09/2021

              Como Citar

              Multimorbidade e uso de serviços de saúde em idosos muito idosos no Brasil. (2021). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1980-549720210014.supl.2

              Série

              Ciências da Saúde

              Plaudit