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Maior mortalidade durante a pandemia de COVID-19 em áreas socialmente vulneráveis em Belo Horizonte: implicações para priorização da vacinação

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  • Valéria M A Passos Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
    • Luisa C C Brant Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
      • Pedro C Pinheiro Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
        • Paulo R L Correa Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG, Brasil
          • Isis E Machado Escola de Medicina, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, MG, Brasil
            • Mayara R Santos Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG, Brasil
              • Antonio L P Ribeiro Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
                • Lucia M MM Paixão Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG, Brasil
                  • Fabiano G Pimenta Junior Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG, Brasil
                    • Maria de Fatima M de Souza Vital Strategies
                      • Deborah Carvalho Malta Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8214-5734

                        DOI:

                        https://doi.org/10.1590/1980-549720210025

                        Palavras-chave:

                        Mortalidade, Idosos, Infecções por Coronavírus, Iniquidade Social, Vacinas

                        Resumo

                        Objetivo: Avaliar a mortalidade por áreas de Belo Horizonte (BH) durante a pandemia de COVID-19 conforme vulnerabilidade social, visando estratégia de vacinação. Métodos: Estudo ecológico com análise de mortalidade, segundo setores censitários classificados pelo Índice de Vulnerabilidade da Saúde, composto por indicadores de saneamento e socioeconômicos. Óbitos por causas naturais e COVID-19 foram obtidos do Sistema de Informação sobre Mortalidade, entre a 10ª e 43ª semana epidemiológica (SE) de 2020. Calculou-se o excesso de mortalidade por modelo de série temporal, considerando as mortes observadas por SE, entre 2015 e 2019, por setor censitário. Taxas de mortalidade (TM) foram calculadas e padronizadas por idade a partir de estimativas populacionais do IBGE. Resultados: Houve 16,1% (n=1524) de excesso de mortalidade em BH: 11,0%, 18,8% e 17,3% nas áreas de baixa, média e elevada vulnerabilidade, respectivamente. As diferenças entre TM observadas e esperadas por causas naturais, padronizadas por idade, foi igual a 59/100.000 habitantes em BH, aumentando de 31 para 77 e 95/100.000, nas áreas de baixa, média e elevada vulnerabilidade, respectivamente. Houve gradiente de aumento com a idade nas TM por COVID-19, variando de 4 a 611/100.000 habitantes entre as idades de 20-39 anos e 75+ anos. A TM por COVID-19 por 100.000 idosos (60+ anos) foi igual a 292, aumentando de 179 para 354 e 476, nos setores de baixa, média e elevada vulnerabilidade, respectivamente. Conclusão: Desigualdades na mortalidade, mesmo entre idosos, aliadas à baixa oferta de doses, demonstram importância de priorizar áreas socialmente vulneráveis durante a vacinação contra COVID-19.

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                        Postado

                        05/04/2021

                        Como Citar

                        Maior mortalidade durante a pandemia de COVID-19 em áreas socialmente vulneráveis em Belo Horizonte: implicações para priorização da vacinação. (2021). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1980-549720210025

                        Série

                        Ciências da Saúde

                        Plaudit