Violência recorrente contra crianças: análise dos casos notificados entre 2011 e 2018 no Espírito Santo
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1679-49742021000300003Palavras-chave:
Maus-Tratos Infantis, Violência, Exposição à Violência, Violência doméstica, Monitoramento Epidemiológico, Estudos TransversaisResumo
Objetivo: Identificar a frequência de casos notificados e fatores associados à violência recorrente na infância, estado do Espírito Santo, Brasil. Métodos: Estudo transversal, com casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação em 2011-2018. As associações foram testadas pelo teste qui-quadrado de Pearson e regressão de Poisson estratificada por sexo. Resultados: A frequência de violência recorrente foi de 32,5%. Nos meninos, ela se associou às idades da criança (RP=1,38 – IC95% 1,11;1,73) e do agressor (RP=1,85 – IC95% 1,30;2,63), e à ocorrência na residência (RP=1,61 – IC95% 1,23;2,11); nas meninas, associou-se à idade (RP=1,39 – IC95% 1,20;1,60), presença de deficiência e/ou transtorno na vítima (RP=1,43 – IC95% 1,22;1,67), pais agressores (RP=3,70 – IC95% 1,65;8,32) e ocorrência na residência (RP=1,39 – IC95% 1,10;1,75). Conclusão: A violência recorrente apresentou-se em quase um terço das notificações de violência contra a criança no estado, sendo necessário o reconhecimento de seus fatores associados para a elaboração de políticas de prevenção
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Copyright (c) 2021 Márcia Regina de Oliveira Pedroso, Franciéle Marabotti Costa Leite

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