Mobilização entre turnos e composição do Congresso: um contrafactual com dados do TSE para 2026
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18739Palavras-chave:
segundo turno, comparecimento eleitoral, efeito arrasto, inferência ecológica, eleições de 2026Resumo
O artigo estima quanto mudaria a composição da Câmara dos Deputados e do Senado eleitos em 2026 se o que cada campanha presidencial finalista fez de diferente entre o 1º e o 2º turno tivesse ocorrido no 1º. Com dados do TSE por município e zona, inferência ecológica e a regra oficial de cadeiras, um contrafactual pré-registrado separa comparecimento e persuasão e aplica a mesma regra às duas campanhas. No efeito conjunto, o comparecimento move cadeiras dentro do ruído da regra eleitoral, e mesmo o arrasto total sobre quem mudou de candidato deixa o efeito abaixo de 10 cadeiras no caso-base. Isolado, só o braço de Lula chega a esse limiar, mas não com polos restritos à agremiação de cada finalista. Uma Câmara muito diferente exigiria que eleitores fiéis mudassem o voto legislativo, algo sobre o qual o 2º turno quase não informa. O método, replicável, liga fluxos entre turnos a cadeiras.
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