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O detector que ficou cego - Criptoativos, Lavagem de dinheiro e a crítica de Lucas

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18334

Palavras-chave:

lavagem de dinheiro, criptoativos, bitcoin, crítica de lucas, aprendizado de máquina, regulação financeira

Resumo

. Este artigo treina um detector de transações ilícitas em bitcoin com a base pública Elliptic (203.769 transações em 49 períodos de cerca de duas semanas) e mostra que seu desempenho fora da amostra entra em colapso depois do fechamento de um grande mercado da dark web: a taxa de detecção cai de 86% para 2% de um período para o outro, e o retreinamento com os poucos dados posteriores ao choque não a recupera. O episódio, já registrado pelos autores da base, é interpretado à luz da crítica de Lucas (1976): um detector estimado com dados do passado resume o comportamento dos agentes sob determinado regime de repressão e deixa de valer quando a própria repressão altera esse comportamento. Discutem-se as implicações para a regulação brasileira de prevenção à lavagem de dinheiro, recentemente estendida às prestadoras de serviços de ativos virtuais: a necessidade de validação contínua dos sistemas de monitoramento, a avaliação período a período em lugar de médias agregadas, a complementaridade entre algoritmos e investigação, e o custo dos alarmes falsos.

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Enviado

06/10/2026

Postado

07/10/2026

Como Citar

O detector que ficou cego - Criptoativos, Lavagem de dinheiro e a crítica de Lucas. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18334

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

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