Silviano Santiago e o debate da formação
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202628e20261167Palavras-chave:
Silviano Santiago, formação, inserçãoResumo
Este artigo objetiva analisar o lugar ocupado por Silviano Santiago no debate da formação, questão fundamental que apresenta uma larga tradição crítica desde as produções de Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda até Florestan Fernandes, Raymundo Faoro e Antonio Candido. Para tanto, o texto propõe a hipótese de que o debate da formação atravessa dois eixos centrais na crítica de Santiago: 1) a desconstrução de Jacques Derrida, cujo conceito de herança é fundamental; 2) a discussão em torno do modernismo, período literário que reformula a dialética entre centro e periferia e que é essencial para a formulação de seu conceito de inserção. Sob este aspecto, pensar o debate da formação na produção de Silviano Santiago permite analisar o seu lugar na história da crítica literária brasileira, bem como a sua relação com a obra de Antonio Candido e a descontrução de Jacques Derrida.
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