Empreendedorismo como estrutura de sentimentos
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18220Palavras-chave:
autonomia, direitos sociais, empreendedorismo, estrutura de sentimentosResumo
A partir de uma etnografia realizada na periferia de São Paulo, o artigo analisa como o empreendedorismo se constitui como uma estrutura de sentimentos associada à vida sem salário. Argumenta que, para seus interlocutores, a autonomia tende a substituir os direitos como principal horizonte de realização, sem necessariamente rejeitá-los. O empreendedorismo emerge, assim, como uma gramática moral por meio da qual trabalhadores reinterpretam trabalho, cidadania e mobilidade social em contextos de instabilidade econômica.
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