Preprint / Versão 1

Usos Etnofarmacológicos de Plantas Medicinais de Origem Africana na Medicina Tradicional Afro-Brasileira: Implicações para a Medicina Integrativa, a Conservação Biocultural e a Saúde Global

article.authors6ab701fc16267

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18147

Palavras-chave:

etnofarmacologia, medicina tradicional africana, medicina integrativa, plantas medicinais, diáspora africana, comunidades afro-brasileiras, coservação biocultural

Resumo

A Medicina Tradicional Africana constitui um conjunto plural de sistemas de cuidado que articulam dimensões biológicas, sociais, culturais, espirituais e ambientais da saúde. Durante a diáspora africana, conhecimentos etnomédicos, espécies vegetais e práticas de cuidado foram deslocados, preservados, adaptados e ressignificados em diferentes territórios das Américas, inclusive no Brasil.

No contexto afro-brasileiro, terreiros, quintais sagrados e outros espaços comunitários podem conservar espécies de uso medicinal, alimentar, litúrgico e simbólico, mantendo também conhecimentos sobre identificação, cultivo, preparo e utilização. A etnofarmacologia oferece uma interface relevante entre esses conhecimentos e a investigação científica, mas exige distinguir evidências de uso tradicional, dados fitoquímicos, resultados experimentais e eficácia clínica.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que as medicinas tradicionais sejam incorporadas aos sistemas de saúde de maneira segura, baseada em evidências e culturalmente apropriada. No Brasil, essa discussão dialoga com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS e com a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Entretanto, ainda são limitadas as sínteses que articulam espécies de origem africana preservadas em comunidades afro-brasileiras com dados etnobotânicos, fitoquímicos, farmacológicos, ritual-terapêuticos e bioculturais.

Diante dessa lacuna, este estudo realizou uma revisão etnofarmacológica integrativa de nove espécies medicinais de origem africana preservadas em comunidades tradicionais afro-brasileiras. O objetivo foi analisar seus usos tradicionais, composição fitoquímica, evidências farmacológicas, funções ritual-terapêuticas e permanência no contexto da diáspora, discutindo criticamente possíveis interfaces com a medicina integrativa e a conservação biocultural.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

Jonatas José Silva, CABSIN

Jonatas José Luiz Soares da Silva é Doutor em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Engenharia Ambiental e especialista em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e graduado em Ciências Biológicas pela UERJ. Atua nas áreas de Medicina Tradicional Africana e Afrodiaspórica, etnobotânica, etnofarmacologia, plantas medicinais, conhecimentos tradicionais e saúde da população negra. É Coordenador do Comitê de Medicina Tradicional Africana e Afrodiaspórica do CABSIN – Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa, onde desenvolve atividades relacionadas à valorização, documentação e integração de saberes tradicionais aos campos da saúde e da pesquisa científica. Desenvolve pesquisas sobre plantas medicinais de origem africana, Medicina Tradicional Afro-Brasileira, conservação biocultural e relações entre conhecimentos tradicionais e saúde integrativa.

Enviado

24/09/2026

Postado

25/09/2026

Como Citar

Usos Etnofarmacológicos de Plantas Medicinais de Origem Africana na Medicina Tradicional Afro-Brasileira: Implicações para a Medicina Integrativa, a Conservação Biocultural e a Saúde Global. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18147

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito