Teorias mais-que-representacionais em Geografia: Problematizando a dialética entre representação e apresentação
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17927Palavras-chave:
teorias mais-que-representacionais, Geografia do que acontece, Geografia humanista, fenomenologia, corpo, Artes da CenaResumo
Nesse artigo busca-se recuperar as contribuições de Nigel Thrift para uma “Geografia do que acontece”, enfatizando-se sua problematização sobre as teorias mais-que-representacionais. Procura-se focar também as afinidades entre as abordagens fenomenológicas e as mais-que-representacionais, para aprofundar a dialética entre apresentação e representação em direção a uma reflexão de como uma “Geografia do que acontece” deve se basear no corpo e na corporeidade para dar conta do mundo como acontecimento e movimento, a partir de exemplos que vêm do campo das artes da cena. Intenta-se refletir sobre as consequências em termos metodológicos que se pode desdobrar/vislumbrar para a pesquisa em Geografia humana, e, mais particularmente, no campo da Geografia cultural, da dialética entre apresentação e representação e como as teorias mais-que-representacionais podem acrescentar novos elementos às abordagens fenomenológicas/ontológicas da Geografia humanista. Por fim, especula-se sobre o que o diálogo entre Geografia e Arte indica como caminho para uma abordagem cultural que leve em conta o corpo e a corporeidade em nossos processos de pesquisa.
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