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CORPOS DIVERSOS ENQUANTO POSSIBILIDADE DE EXPERIÊNCIA HUMANA: A DANÇA DE JOANA D’ARC E SUA FILHA VITÓRIA

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17835

Palavras-chave:

deficiência, interseccionalidade, periferia, cuidado, emoções, cidade

Resumo

Este trabalho analisa as experiências de corpos negros, periféricos e com deficiência a partir de uma perspectiva interseccional, tomando gênero, raça, classe, deficiência e território como marcadores sociais da diferença. O objeto da pesquisa foi constituído durante a pandemia de Covid-19, a partir da atuação de uma rede de mulheres ativistas periféricas na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Por meio da trajetória de Joana e de sua filha Vitória, pessoa com deficiência, buscamos compreender como as relações de cuidado, parentesco, emoções e solidariedade participam da produção e da experiência do espaço urbano. Argumentamos que ser uma pessoa com deficiência e pobre na periferia produz formas específicas de desigualdade, marcadas não apenas pelas barreiras físicas e institucionais, mas também pela restrição do direito à cidade, pela precarização das redes de cuidado e pela produção social de corpos considerados incapazes ou dependentes. Nesse sentido, compreendemos a deficiência não como uma condição exclusivamente individual ou corporal, mas como uma experiência social constituída na relação entre os sujeitos e uma sociedade organizada a partir de ideais de autonomia, produtividade e capacidade. O trabalho também desloca a discussão para as dimensões afetivas, sexuais e eróticas da experiência da deficiência, interrogando os modos pelos quais pessoas com deficiência são reconhecidas — ou não — como sujeitos desejantes e desejáveis. Ao articular deficiência, raça, gênero, pobreza, cuidado, emoções e território, buscamos evidenciar como corpos historicamente marginalizados não apenas experimentam a cidade, mas também a produzem por meio de suas relações, afetos, redes de parentesco e práticas cotidianas.

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Biografia do Autor

Mayara Amaral dos Santos, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (2016), graduação em Letras (português/inglês) pelo Instituto Federal de São Paulo (2023) e mestrado em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (2023). Atualmente é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com a pesquisa financiada pela CAPES "A escrevivência de mulheres negras na Brasilândia, periferia de São Paulo.". Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: corpo, gênero, periferia, pensamento negro, memória, LGBTQIAPN+. (Fonte: Currículo Lattes)

Enviado

01/09/2026

Postado

03/09/2026

Como Citar

CORPOS DIVERSOS ENQUANTO POSSIBILIDADE DE EXPERIÊNCIA HUMANA: A DANÇA DE JOANA D’ARC E SUA FILHA VITÓRIA. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17835

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito