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Entre a fábrica e a revolução: teoria política e antifascismo em Gramsci

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17791

Palavras-chave:

Gramsci, Fascismo, Antifascismo

Resumo

Este artigo analisa a formação teórico-política de Antonio Gramsci entre 1917 e 1926, período marcado pela Guerra Imperialista, pela Revolução Bolchevique e surgimento do fascismo. A tese central sustenta que a maior densidade teórica do comunista foi desenvolvida na práxis revolucionária anterior ao cárcere, especialmente na experiência cotidiana dos Conselhos de Fábrica, do L’Ordine Nuovo e fundação do Partito Comunista d’Italia. Sob esse prisma, a fábrica é compreendida como espaço produtivo e núcleo de elaboração política e cultural das classes subalternas. A filologia vivente é utilizada enquanto metodologia de sentido histórico-dialético e o método diacrônico para analisar a trajetória gramsciana por meio de jornais, cartas, atas e documentos do PCd'I, sobretudo artigos jornalísticos. A investigação articula teoria política e análise histórica do fascismo e antifascismo e conclui que as categorias de hegemonia, consciência crítica, partido e revolução são indissociáveis das lutas do proletariado e do campesinato. Demonstra-se que a ascensão fascista resultou da incapacidade das forças revolucionárias em consolidar uma nova hegemonia diante da crise orgânica do pós-guerra. É nesse sentido que ao analisar o pensamento de Gramsci em movimento, o estudo oferece contribuições para os debates contemporâneos sobre antifascismo, organização das classes subalternas e revolução socialista. 

 

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Enviado

01/09/2026

Postado

01/09/2026

Como Citar

Entre a fábrica e a revolução: teoria política e antifascismo em Gramsci. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17791

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito