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“O passado nunca nos abandona”: a luta pela terra, continuidade histórica e vozes narrativas em Torto Arado

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17773

Palavras-chave:

sociologia da literatura, torto arado, identidade quilombola, terra, território

Resumo

Este trabalho analisa Torto Arado (2019), de Itamar Vieira Júnior, a partir da sociologia da literatura, investigando como o romance articula luta pela terra, continuidade histórica da expropriação e construção do pertencimento quilombola por meio de suas escolhas formais. A análise concentra-se nas narradoras Bibiana, Belonísia e Santa Rita Pescadeira, observando como suas perspectivas em primeira pessoa organizam diferentes formas de perceber, recordar e interpretar a experiência social em Água Negra. Metodologicamente, desenvolve-se uma leitura textual e interpretativa de trechos selecionados do romance em diálogo com a sociologia da literatura, os estudos rurais e o pensamento social brasileiro. Argumenta-se que a terra constitui um eixo histórico e simbólico da narrativa, marcado pela tensão entre propriedade jurídica e pertencimento vivido. A alternância das vozes aproxima corpo, silêncio e ancestralidade da memória coletiva da comunidade, enquanto a afirmação “somos quilombolas” reorganiza experiências de trabalho, permanência e expropriação em uma linguagem política de autoatribuição e reconhecimento. O romance articula, assim, forma narrativa e experiência social na elaboração de uma identidade coletiva vinculada ao território.

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Enviado

01/09/2026

Postado

01/09/2026

Como Citar

“O passado nunca nos abandona”: a luta pela terra, continuidade histórica e vozes narrativas em Torto Arado. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17773

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito