Escrevivências escolares: desigualdades e trajetórias de pessoas trans no ensino médio paraense
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17617Palavras-chave:
Escrevivências, Escola, Desigualdades, Transgêneros, AutobiografiaResumo
Este trabalho tem como objetivo central compreender como os mecanismos institucionais, interacionais e simbólicos contribuem para a produção de desigualdades escolares vivenciadas por sujeitos trans, cujas narrativas revelam situações de violência, discriminação e cisnormatividade no espaço escolar. Assim, a pergunta problema indaga: de que maneira as escrevivências escolares de pessoas trans evidenciam mecanismos de produção das desigualdades no ensino médio e quais impactos essas experiências produzem em suas trajetórias educacionais? Para tanto, a metodologia se trata de um estudo microssociológico de cunho qualitativo com análise de conteúdo de autobiografias produzidas por meio de entrevistas semiestruturadas abertas. Os participantes da pesquisa são pessoas trans paraense cuja amostra se caracteriza como não probabilística por meio da técnica amostral Bola de Neve. Além disso, obedece os parâmetros éticos para pesquisas que envolvem a participação de seres humanos. Conclui-se, a partir dos registros autobiográficos, que os transgêneros convivem com múltiplas desigualdades ao longo da trajetória escolar de nível médio que impactam sua estadia, desempenhos e rendimentos escolares moldando suas expectativas de vida futura.
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