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Mediação da informação como estratégia epistêmica contra o negacionismo ambiental

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17427

Palavras-chave:

Mediação da informação, Informação ambiental , Negacionismo informacional

Resumo

Introdução: O negacionismo utilizado tradicionalmente para desvalidar a existência de determinados grupos, atinge um novo patamar no que condiz seu poder destrutivo, a sub criação de narrativas capazes de afetar toda a humanidade. Objetivo: Ancorar teoricamente a mediação da informação como um arcabouço epistêmico para o enfrentamento da negação da informação. A partir da proposição de modelo analítico que contraste a dinâmica das ações mediadoras com as práticas negacionistas no contexto da informação ambiental. Metodologia: Esta pesquisa do tipo descritiva, realizada por meio do método comparativo, selecionou amostras não aleatórias referentes à temática ambiental, mais especificamente nos assuntos: dengue — que embora esteja ligada de modo interdisciplinar com a área da saúde, também é objeto na temática ambiental; queimadas — visto o recorde de cerca de duzentos bilhões de metros quadrados afetados pelo fogo no Brasil em 2024. Resultados: Foi possível observar que as movimentações negacionistas almejam impor um senso de individualismo na sociedade, um parâmetro básico de dominação, além de se embasar em dados parciais ou totalmente falsos. Em contrapartida, as ações mediadoras buscaram garantir e propiciar dignidade à vida humana, fortalecimento de relações e coletividade, assim como a necessidade de ações na temática ambiental, amparada por meio do conhecimento científico e instituições competentes. Conclusões: As práticas negacionistas estudadas, propagam soluções individuais, sem o devido acompanhamento profissional, desqualificando o rito de produção científica e propagando práticas individualistas; tentativas de diminuir a gravidade das problemáticas existentes por meio de falsos comparativos; o apontamento de dados falsos ou inexistentes (desvalidado a utilização de fontes confiáveis de informação); assim como o despertar de um senso de urgência, visando a construção do desespero, na tentativa da imposição de ideias por meio do medo. Neste sentido, o agente informacional, como catalisador da apropriação da informação no senso ambiental, é algo observável e necessário, pois sua presença ou ausência em cenários de crise, pode influenciar no impacto direto nas relações envolvendo a informação ambiental. 

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Biografia do Autor

Igor Mendes da Silva, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutorando em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Mestre em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Bacharel em Biblioteconomia, em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Rúbia Martins, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutora em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Mestra em Ciências Sociais, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. 

Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutor em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo; Mestrado em Ciências da Comunicação, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Marília, SP, Brasil.

Enviado

13/08/2026

Postado

18/08/2026

Como Citar

Mediação da informação como estratégia epistêmica contra o negacionismo ambiental. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17427

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

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