O indispensável Machado de Assis: Brás Cubas e a forma das situações ficcionais
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202628e20261114Palavras-chave:
Situações ficcionais, Hermenêutica ética, Contradição, FormaResumo
Segundo Antonio Candido, a literatura é um bem indispensável para a humanidade, portanto, ela pode ser considerada um direito humano. Diante desta tese, Candido argumenta que a realidade é contraditória e que a literatura consegue dar forma artística para a contradição, contribuindo assim para humanizar os seus leitores. Considerando o exposto, propomos neste artigo a existência de uma forma literária presente no romance Memórias póstumas de Brás Cubas que teria como função enredar o leitor em uma situação contraditória cuja solução pode conduzir a uma hermenêutica ética. Por meio da análise desta forma vai ser possível afirmar que a literatura do funcionário público e afrodescendente Machado de Assis é um bem indispensável para o leitor, pois tem o potencial de o envolver em situações ficcionais com implicações sociais. Por fim, sugerimos o uso dessa forma literária em outros romances brasileiros protagonizados por herdeiros da mesma classe senhorial de Brás Cubas.
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